O fantástico desenvolvimento da tecnologia médica, em especial nos últimos quarenta anos, trouxe como resultado o aumento na esperança de vida o que, por sua vez, influenciou o crescimento demográfico com reflexos em vários outros aspectos sociais e econômicos e tem tido uma repercussão importante na prevalência de doenças crônica-degenerativas, muitas delas sem outra alternativa de tratamento que não seja um transplante de órgão ou de tecido.
O transplante têm o objetivo em alguns casos (coração, fígado, pulmão e medula óssea) de salvar vidas, pois é a única alternativa, mas em todas as situações oferece a possibilidade de uma vida com melhor qualidade do que outros tratamentos. É possível imaginar, por exemplo, que nesse momento alguém esteja vendo esta página graças a um transplante de córneas. O transplante de rim, outro exemplo, retira a pessoa do martírio da diálise, que interfere profundamente em sua vida emocional e produtiva, com a vantagem de um custo financeiro e social relativamente menor, enquanto os transplantes de pâncreas, ou de rim/pâncreas combinado, podem salvar os pacientes diabéticos da insuficiência renal e da cegueira. Acrescente-se a isso os benefícios agregados com o fim da constante injeção de insulina e do rígido e estressante controle da dieta alimentar.
O transplante é, portanto, a tão esperada resposta para milhares de pessoas com insuficiências orgânicas terminais ou cronicamente incapacitantes. É, sem dúvida, um procedimento médico com enormes perspectivas, porém impossível de ser executado sem o consentimento de uma população consciente da possibilidade, da necessidade e responsabilidade de, depois da morte, destinar os seus órgãos para salvar vidas.
A conscientização da sociedade deve ser iniciada nas escolas, o centro ideal de formação integral dos jovens, incluindo o exercício da cidadania. Neste sentido, a incorporação dessa temática nos conteúdos curriculares dos diversos níveis de ensino é determinante para se lograr uma atitude crítica que permita o debate e a análise dos avanços científicos que influenciam a nossa saúde e determinam o rumo da nossa existência. Afinal de contas, os estudantes de hoje são os futuros médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, biólogos, engenheiros, pesquisadores, técnicos de laboratórios, cidadãos, governantes e potenciais doadores e receptores de órgãos, beneficiários da admirável tecnologia dos transplantes.
Apresenta-se aqui o projeto "UMA LIÇÃO DE VIDA - doação de órgãos na sala de aula" com os seguintes objetivos:
A ADOTE se compromete, dentro de suas possibilidades, a sempre participar das atividades, se assim for a programação da escola.